A ex-prefeita de São João do Ivaí, Carla Suzi Emerenciano, foi condenada pela Vara da Fazenda Pública por improbidade administrativa. O processo judicial apurou que a gestora facilitou um processo seletivo para contratar a própria tia como professora de inglês.
Além da ex-prefeita, a ex-secretária de educação, Daiene Bueno, e a tia de Carla Suzi Emerenciano também foram condenadas no caso. As investigações do Ministério Público apontaram irregularidades cometidas entre 2020 e o período da gestão entre 2021 e 2024.
Penalidades aplicadas pela Justiça
A sentença determinou a suspensão dos direitos políticos de Carla Suzi Emerenciano por 7 anos. A ex-prefeita também recebeu uma multa e foi proibida de firmar contratos com o poder público pelo prazo de 3 anos.
A ex-secretária de educação, Daiene Bueno, também foi multada e impedida de manter vínculos contratuais com o poder público por 3 anos. A tia da ex-prefeita teve os direitos políticos suspensos por 7 anos e sofreu a mesma proibição de contratação com o Estado.
Esquema revelado por mensagens
O Ministério Público iniciou a apuração após detectar que o esquema teve início em dezembro de 2020. Mensagens de celular obtidas durante a investigação mostram as envolvidas combinando detalhes da contratação e os valores dos salários.
O edital do processo seletivo teve a remuneração dobrada, garantindo que apenas a tia da ex-prefeita fosse aprovada na seleção. Em outro episódio, a ex-prefeita enviou um novo edital diretamente para a parente, sob regime de sigilo, antes da divulgação oficial.
Posicionamento das defesas
Em nota, a ex-prefeita Carla Suzi Emerenciano afirmou ao g1 que não houve irregularidade e que pretende recorrer da decisão judicial. Ela declarou que acredita na sua absolvição e que todas as ações foram acompanhadas pelo departamento jurídico da prefeitura.
A defesa de Daiene Bueno também se manifestou, alegando que a condenação foi desproporcional e injusta. Os advogados da ex-secretária afirmaram que utilizarão os recursos cabíveis para comprovar a verdade até a última instância judicial.
Antecedentes do processo
As investigações focaram na impessoalidade do processo seletivo municipal, que deveria funcionar como instrumento de recrutamento técnico. O Ministério Público argumentou que a abertura da seleção não seguiu os preceitos de moralidade exigidos na administração pública.
Perguntas Frequentes
Por que a ex-prefeita foi condenada?
Ela foi condenada por improbidade administrativa ao facilitar um processo seletivo para a contratação de sua tia como professora.
Quais as sanções impostas pela Justiça?
Houve a suspensão dos direitos políticos por 7 anos, proibição de contratos com o poder público por 3 anos e aplicação de multa.

















