A Justiça do Rio de Janeiro avançou no processo de apuração da morte do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrida em 2020. Após a recente condenação dos executores diretos do crime, as atenções se voltam agora para o julgamento do contraventor Rogério Andrade e de seu chefe de segurança.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e as defesas dos acusados já protocolaram as alegações finais no processo. A promotora Andrea Fava, que integra o Gaeco e o Gaejuri, confirmou que o caso aguarda decisão judicial para determinar se os réus serão pronunciados e submetidos ao conselho de sentença.
Condenação dos executores
A fase processual relativa aos executores materiais foi concluída na última sexta-feira, dia 17 de julho de 2026. Os irmãos Pedro Emanuel D’onofre Cordeiro e Otto Samuel D’onofre Cordeiro foram condenados a penas superiores a 31 anos de prisão cada pelo homicídio triplamente qualificado.
Anteriormente, em abril de 2026, o ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves também recebeu uma sentença de 32 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão. Com essas decisões, o Judiciário fluminense encerra o ciclo de julgamentos contra os indivíduos acusados de envolvimento direto na execução de Fernando Iggnácio.
Situação dos acusados de mando e monitoramento
O contraventor Rogério Andrade, preso em 2024 sob acusação de ser o mandante da morte, responde em processo separado. Junto a ele, figura o policial militar Gilmar Eneas Lisboa, denunciado por realizar o monitoramento dos passos da vítima em Angra dos Reis.
Segundo as investigações, Gilmar Lisboa teria acompanhado a rotina de Fernando Iggnácio por 8 meses antes do assassinato. A vítima foi morta no momento em que desembarcava de um helicóptero no Recreio dos Bandeirantes, após deixar o município da Costa Verde fluminense.
Antecedentes do caso
O processo ainda abrange a situação de Márcio Araújo de Souza, pronunciado em outubro do ano passado para ir a júri popular, embora tenha recorrido da decisão. Ele é apontado pelas autoridades como o responsável pela contratação dos executores e pela logística de vigilância realizada contra a vítima.
Outro envolvido no esquema, identificado como Ygor Rodrigues Santos da Cruz, conhecido como Farofa, também foi alvo de investigações. Apontado como matador de aluguel, o suspeito foi encontrado morto em novembro de 2022 no Terreirão, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

















