Greve na Uerj: Técnicos mantêm paralisação e cobram Reitoria

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Os servidores técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram manter a greve, iniciada em abril deste ano. A decisão foi tomada após assembleia realizada nesta segunda-feira, 6 de julho, reafirmando a paralisação das atividades na instituição. A categoria continua a cobrar respostas da Reitoria para suas principais reivindicações.

Apesar de informações anteriores divulgadas pela reitora Gulnar Azevedo sobre uma possível retomada das atividades, os profissionais negaram a volta ao trabalho. Eles enfatizam que as pautas essenciais permanecem sem solução por parte da administração da universidade.

Entre as principais demandas da categoria está a retomada urgente do pagamento dos auxílios, considerados indispensáveis para o encerramento da greve. A reformulação do plano de carreira dos servidores também é apontada como uma pauta prioritária para o movimento.

Após a assembleia, os manifestantes se dirigiram à Reitoria para um ato, onde foram recebidos pela reitora Gulnar Azevedo. Na ocasião, os servidores solicitaram que a Reitoria defendesse suas reivindicações e evitasse declarações públicas que, segundo o movimento, poderiam enfraquecer o diálogo em curso.

A reitora informou aos representantes que seguiria para Brasília para cumprir uma agenda institucional. Gulnar Azevedo indicou que sua equipe seria responsável por dar continuidade às negociações com os servidores em greve.

Críticas às Negociações e Perspectivas

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj) expressaram críticas à última reunião com o Governo do Estado. Eles argumentaram que a participação de outras entidades no encontro diluiu as demandas específicas da Uerj. O Sintuperj defende que futuras negociações devem ocorrer de forma exclusiva para a universidade.

O vice-reitor Bruno Deusdará afirmou que a administração atual tem negociado melhorias para técnicos, docentes e alunos junto ao Executivo estadual. Ele mencionou a busca por uma suplementação orçamentária para garantir o funcionamento da Uerj até o final deste ano.

A greve, que teve início em abril, reflete a insatisfação dos servidores com a falta de avanço nas negociações sobre questões remuneratórias e estruturais. A manutenção da paralisação gera impactos diretos nas atividades acadêmicas e administrativas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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