A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a expansão do Programa Tolerância Zero, uma iniciativa robusta de ordenamento urbano para combater o comércio ambulante irregular. O plano definitivo prevê que a ação, após sua fase piloto, chegue ao Centro do Rio, uma das áreas mais afetadas pela informalidade.
A proposta é estabelecer uma estrutura permanente de fiscalização. Essa medida visa frear o avanço da desordem e a proliferação do comércio clandestino nas calçadas cariocas, que comprometem a fluidez, a segurança e a economia formal da cidade. A expectativa é que o modelo seja replicado para outras regiões consideradas críticas no município.
Início na Zona Sul e Estratégia de Combate
A implementação do programa terá início na próxima quinta-feira, 16 de julho, concentrando-se inicialmente na orla da Zona Sul. A operação cobrirá a extensão litorânea do Leme ao Leblon, abrangendo também a Praia do Arpoador e Ipanema, regiões de grande fluxo turístico e comercial.
Equipes dedicadas atuarão 24 horas por dia, sete dias por semana, através de rondas ostensivas e o estabelecimento de barreiras estratégicas nos acessos às praias. O objetivo é interceptar a entrada de mercadorias irregulares, realizando o confisco imediato de produtos sem nota fiscal, conforme as diretrizes do programa.
O foco principal da estratégia municipal é desarticular a linha de abastecimento do mercado ilegal. Para isso, as ações serão direcionadas a sufocar os galpões clandestinos, que funcionam como centros de distribuição e armazenamento das mercadorias vendidas de forma irregular nas ruas e praias da cidade.
Historicamente, o comércio clandestino representa um desafio crônico para o Rio de Janeiro, com impactos diretos na ordem pública e na economia local. Este mercado paralelo é estimado em movimentar cerca de R$ 100 milhões anualmente, evidenciando a necessidade de uma intervenção contínua e estruturada como o Programa Tolerância Zero.

















