Uma provedora de internet em Niterói, na Região Oceânica do município, denunciou uma série de ataques criminosos contra seus técnicos. Os incidentes visam estabelecer o monopólio do sinal em algumas comunidades, gerando preocupação na população local. O episódio mais recente de violência ocorreu em 2 de julho de 2026, no bairro Engenho do Mato.
A empresa Leste Fluminense afirmou que seus funcionários têm sido alvo de ameaças constantes por parte de quadrilhas. Essas ações ilegais buscam impedir o trabalho de companhias legalizadas, forçando os moradores a contratar serviços específicos. Tal prática não apenas mina a concorrência, mas também compromete a qualidade e a segurança do serviço.
De acordo com apuração do Bom Dia Rio, durante o ataque no Engenho do Mato, técnicos da Leste Fluminense foram mantidos reféns e, posteriormente, expulsos da localidade. A gravidade da situação levou a provedora a classificar diversas ruas como áreas de risco. Esta classificação tem como base a segurança dos trabalhadores e a continuidade da prestação de serviços.
Em um comunicado divulgado aos seus clientes, a Leste Fluminense alertou para a possibilidade de interrupção de serviços essenciais. A empresa pode ser impedida de realizar reparos e novas instalações em áreas controladas pelos criminosos. Este aviso abrange os bairros de Engenho do Mato, Maravista e Parque Rural.
O comunicado da provedora detalha que “por determinação de traficantes que se autointitulam ‘donos’ dessas localidades”, as ações de manutenção são sabotadas. As ameaças diretas aos funcionários visam consolidar a imposição de um único provedor, ligado aos criminosos. Isso restringe severamente as opções dos consumidores e a liberdade de escolha.
Impacto nos Serviços e Resposta das Autoridades
A Leste Fluminense enfatizou que a imposição de um provedor específico como única alternativa na Região Oceânica é inaceitável. A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e a livre concorrência. Contudo, a segurança de seus técnicos permanece a principal prioridade, justificando a eventual suspensão de atividades.
Em resposta à denúncia, a Polícia Civil já instaurou um inquérito na 81ª Delegacia de Polícia (81ª DP). A investigação busca identificar os responsáveis pelos ataques e garantir a segurança na região. Medidas estão sendo tomadas para restaurar a ordem e proteger os trabalhadores.
A Polícia Militar também se pronunciou, informando que o patrulhamento foi intensificado na Região Oceânica de Niterói. Blitzes estão sendo realizadas nas principais vias da área para coibir a atuação de grupos criminosos. As forças de segurança buscam restabelecer a normalidade e permitir que os serviços funcionem sem ameaças.
A situação gera grande apreensão entre os moradores e as empresas da região, que dependem da internet para suas atividades diárias. A continuidade dos ataques pode resultar em falhas persistentes no serviço. Além disso, pode limitar o acesso à conexão em áreas cruciais da cidade.

















