Homem é denunciado por afogar cão em Copacabana, Rio de Janeiro

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Um homem foi indiciado e denunciado à Justiça pelo crime de maus-tratos a animais no Rio de Janeiro. A Polícia Civil concluiu que Thiago Mattos Rocha, de 47 anos, afogou e matou seu próprio cão, Prince, no mar de Copacabana, Zona Sul da cidade, no dia 23 de abril. Desde a data do ocorrido, Thiago não foi mais visto e está foragido.

A investigação detalhada da Polícia Civil revelou o trágico desfecho do animal. Câmeras de segurança registraram os últimos momentos de vida de Prince, um cão da raça American Bully. As gravações são peças-chave na denúncia contra o tutor.

Por volta das 19h30 do dia 23 de abril, Thiago Mattos Rocha foi visto saindo de seu condomínio na Rua Tonelero, levando Prince pela coleira. O cachorro aparecia abanando o rabo, acompanhando seu tutor. Minutos depois, outras imagens mostram Thiago carregando o animal nos braços pela Rua Santa Clara, em um trajeto que, à primeira vista, parecia um passeio rotineiro.

Cerca de 20 minutos após sair do prédio, o tutor e o cão chegaram à orla de Copacabana. Às 19h53, eles foram registrados caminhando pela areia em direção ao mar. A permanência dos dois próximos à água durou menos de cinco minutos.

Logo em seguida, as câmeras mostram Thiago Mattos Rocha deixando a praia sozinho, sem a presença de Prince. O homem atravessa a Avenida Atlântica correndo e retorna para casa. A investigação aponta que foi nesse breve intervalo de tempo que o afogamento do cachorro ocorreu.

A Investigação e a Fuga do Acusado

O delegado titular Ângelo Lages classificou o crime como bárbaro. Ele destacou que a equipe de investigação ficou consternada com as imagens e a crueldade do ato. A princípio, havia apenas um cachorro morto na areia, mas a apuração revelou o envolvimento direto do tutor.

“A investigação deixou claro que quem matou esse animal foi o próprio tutor, justamente a pessoa em quem ele confiava”, afirmou o delegado Ângelo Lages. Ele enfatizou que a vida do animal foi tirada de maneira muito cruel, afogando-o na Praia de Copacabana.

De acordo com a denúncia, Thiago Mattos Rocha agiu motivado por desavenças familiares. Uma medida protetiva da sogra seria o estopim para a sua ação. Horas após o crime, ele desfez-se de móveis de seu apartamento e fugiu do local com a esposa, não sendo mais encontrado.

Garís que trabalhavam na praia naquela noite relataram que turistas tentaram socorrer o cão. No entanto, o animal já estava morto quando foi encontrado. O caso chocou a comunidade local e reforça a importância da proteção animal.

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