Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) investiga a possível conexão de mais de 1000 postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro com o crime organizado. A informação foi confirmada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima, nesta terça-feira (15), após reunião estratégica com integrantes do Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro (ENA-RJ).
O encontro, que contou com cerca de 20 participantes, teve como objetivo alinhar estratégias para coibir a infiltração de organizações criminosas no mercado formal de combustíveis. Participaram da reunião representantes da Polícia Federal, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da sociedade civil.
Metodologia e cautela nas investigações
O ministro Wellington César Lima ressaltou que os dados apresentados são preliminares e dependem de confirmação técnica. Segundo o titular do Ministério da Justiça, o número expressivo de estabelecimentos sob suspeita exige cautela durante a verificação dos fatos.
A confirmação sobre o envolvimento efetivo desses postos com facções criminosas dependerá do cruzamento de dados realizado pelos órgãos de segurança e inteligência. Até o momento, o Ministério da Justiça não divulgou os nomes dos estabelecimentos sob investigação ou os critérios específicos utilizados no levantamento inicial.
Operações contra lavagem de dinheiro
A investigação atual ocorre em um contexto de repressão intensificada contra grupos criminosos que utilizam o setor de combustíveis para atividades ilícitas. Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra uma rede suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões, conforme detalhado no caso que envolve o ex-prefeito de Belford Roxo e o ex-secretário da Polícia Civil, alvos da investigação.
Essa ação anterior evidenciou a vulnerabilidade do mercado formal à atuação de organizações que buscam dissimular a origem de recursos ilícitos. O diagnóstico apresentado durante a reunião desta terça-feira reforça a necessidade de ações integradas para monitorar a cadeia produtiva e comercial de combustíveis no estado fluminense.
Perguntas Frequentes
Qual a dimensão da investigação atual?
A força-tarefa apura a possível ligação de mais de 1000 postos de combustíveis com o crime organizado no Rio de Janeiro.
O que foi definido na reunião do Ministério da Justiça?
O encontro serviu para alinhar estratégias entre Polícia Federal, Ministério Público e outros órgãos para combater a infiltração de facções no setor de combustíveis.

















