Facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro estão enviando integrantes para a Ucrânia. O objetivo do grupo é aprender técnicas de guerra avançadas com drones para aprimorar ataques realizados no território fluminense.
A denúncia foi confirmada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Dados de inteligência obtidos pela Coordenadoria de Operações Aéreas Não Tripuladas (Coant) revelaram que o intercâmbio criminoso visa o aperfeiçoamento bélico de novos membros das organizações.
Aumento do poder de fogo criminoso
Nos últimos meses, houve uma mudança na tática dos criminosos cariocas. Os grupos passaram a adaptar drones convencionais para o transporte e lançamento de granadas contra territórios ocupados por facções rivais.
Essa tecnologia tem sido utilizada em diversas regiões da capital fluminense. A prática coloca em risco direto a vida de moradores, já que os artefatos explosivos frequentemente atingem áreas residenciais durante os confrontos armados.
Uso estratégico pelos órgãos de segurança
O emprego de drones não é exclusividade dos grupos criminosos. As forças de segurança pública utilizam esses mesmos equipamentos para o monitoramento aéreo de comunidades e a produção de provas em inquéritos conduzidos pela Justica.
Com as imagens capturadas por sensores de alta definição, policiais conseguem mapear rotas de fuga. Além disso, a tecnologia permite a identificação de esconderijos de armas e o planejamento estratégico de operações policiais em áreas conflagradas.
Histórico de monitoramento
A Coant mantém o monitoramento constante sobre as adaptações tecnológicas das facções. Até o momento, o órgão identificou que o treinamento no exterior reflete uma nova fase de organização logística do crime no Rio de Janeiro.
A corporação segue utilizando os dados de inteligência para traçar estratégias de combate e minimizar os riscos aos moradores das comunidades. A integração de informações é considerada fundamental para neutralizar as ameaças impostas por esses equipamentos adaptados.

















