TDAH no vestibular: estratégias de estudo podem garantir a aprovação

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Neste 13 de julho, Dia Mundial do TDAH, especialistas orientam vestibulandos sobre como superar os desafios do transtorno na preparação para exames. O diagnóstico não é um impedimento para ingressar em universidades como UFRJ, UERJ, UFF e UNIRIO.

Estimativas apontam que entre 319 mil e 638 mil moradores da capital fluminense convivam com o TDAH, condição que afeta cerca de 5% a 10% da população. O transtorno compromete funções executivas como planejamento, organização e memória de trabalho, dificultando a demonstração de conhecimento durante provas.

Adaptações e métodos eficazes para o aprendizado

A psiquiatra Jessica Martani afirma que o impacto emocional causado por anos de críticas à desorganização pode prejudicar a autoestima dos candidatos. O tratamento psiquiátrico, aliado à psicoterapia e a uma rotina estruturada, é fundamental para reduzir a ansiedade e melhorar o foco.

O professor Júlio Amorim, que também possui diagnóstico de TDAH, defende o estudo em blocos curtos com pausas planejadas. Para Amorim, a produtividade não deve ser medida apenas pela quantidade de horas de estudo, mas pela constância e organização do método.

A estudante de Medicina da UNIRIO, Maria Elisa Riccio Alamy, relata que a mudança de perspectiva foi essencial para sua aprovação. Ela adotou a eliminação de distrações e pausas estratégicas, transformando o diagnóstico em uma característica a ser considerada, não em um obstáculo.

A psicóloga Anastácia Barbosa reforça que, ao adotar estratégias adaptadas, o estudante reduz sentimentos de culpa. Da mesma forma, a estudante Larissa Velasques destaca que a aceitação do transtorno permitiu a utilização de recursos como tempo adicional de prova, garantindo maior acessibilidade.

Dados científicos reforçam a necessidade de suporte, com meta-análises indicando que estudantes com o transtorno sem tratamento apresentam prejuízos acadêmicos em 75% dos indicadores. Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora identificaram que o TDAH afeta diretamente o planejamento e o controle da atenção, exigindo metodologias personalizadas para o sucesso nos estudos.

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