O diretor de carnaval Ricardo Fernandes morreu nesta segunda-feira (3), no Rio de Janeiro. A confirmação do falecimento foi feita por meio de publicações de escolas de samba e integrantes do meio carnavalesco, embora a causa da morte não tenha sido divulgada até o momento.
Com uma trajetória consolidada ao longo de mais de duas décadas nos bastidores da Marquês de Sapucaí, Ricardo Fernandes foi um profissional fundamental para o sucesso de diversos desfiles. Ele participou ativamente da preparação de apresentações que se tornaram memoráveis para o público e para a crítica especializada.
Trajetória e atuação no carnaval carioca
A carreira de Ricardo Fernandes teve início na escola de samba Imperatriz Leopoldinense, agremiação onde atuou como componente por aproximadamente 20 anos. Em 1999, ele assumiu a Direção Geral de Harmonia da instituição, exercendo a função até o ano de 2002.
Após sua passagem pela Imperatriz, o diretor prestou serviços para outras agremiações de renome, como Unidos da Tijuca, Porto da Pedra, Vila Isabel e Salgueiro. Em todas essas passagens, ele reafirmou sua reputação como um dos nomes mais respeitados no planejamento e na organização dos desfiles das escolas de samba.
Contribuição para a Unidos da Tijuca
A Unidos da Tijuca foi um dos locais onde o trabalho de Ricardo Fernandes deixou um legado mais expressivo. Segundo a agremiação, o termo tecnicamente perfeito, frequentemente utilizado por críticos e comentaristas, foi consolidado a partir das apresentações impecáveis realizadas sob sua coordenação.
O diretor foi peça fundamental na virada técnica da escola entre 2003 e 2004, sendo um dos responsáveis pelo projeto que resultou no vice-campeonato daquele ano. Posteriormente, retornou para a agremiação e colaborou na conquista do título de 2010, com o enredo intitulado É Segredo, consolidando sua importância histórica no carnaval carioca.
Contexto profissional
Ao longo de sua carreira, Ricardo Fernandes trabalhou ao lado de carnavalescos renomados, como Rosa Magalhães e Paulo Barros. O profissional também atuou na conquista da escola de samba em 2012, reforçando sua capacidade de liderança técnica em momentos decisivos para as agremiações que representou ao longo dos anos.

















