As ruínas da Igreja São José da Boa Morte, localizadas em Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio, foram reabertas ao público após um extenso processo de restauração. O monumento, datado de 1734, passou por obras de consolidação e requalificação estrutural que duraram mais de um ano.
A entrega do espaço à comunidade faz parte das ações do Festival das Ruínas, que promove uma série de atividades culturais no município. O evento de reabertura inclui visitação pública, exposições fotográficas e um seminário acadêmico voltado à valorização do patrimônio.
Centro de Referência e preservação histórica
O projeto de revitalização contou com um investimento total de R$ 18 milhões. O recurso permitiu a transformação do sítio histórico em um espaço dedicado à educação patrimonial, pesquisa e preservação da memória local.
O novo Centro de Referência foi viabilizado pela Elysium Sociedade Cultural, em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS). A execução do projeto ocorreu por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Um marco histórico tombado
A estrutura é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), sendo reconhecida como um dos principais bens históricos do interior fluminense. A preservação do local garante que o monumento, que atravessou séculos de história, permaneça acessível para as gerações atuais e futuras.
As atividades do festival, que celebram a conclusão das obras, estendem-se durante a semana, com foco na integração da população com o novo centro cultural. A programação destaca a importância histórica do monumento para a identidade da Região Serrana.
Histórico da restauração
As ruínas da Igreja São José da Boa Morte sofreram com o desgaste natural do tempo antes da intervenção atual. A obra, que superou o prazo de 12 meses, foi necessária para evitar a degradação definitiva da estrutura setecentista, garantindo a estabilidade necessária para a visitação pública.

















