O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, converteu a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio em prisão domiciliar. A medida, definida no dia 11 de julho de 2026, impõe ao investigado o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
A decisão foi motivada pelo quadro de saúde de Márcio Poncio, que possui retocolite ulcerativa grave e exige tratamento contínuo após cirurgia. O ministro também levou em conta a gravidez de alto risco da esposa do investigado para conceder o benefício.
Medidas cautelares e restrições
Além do monitoramento eletrônico, o magistrado proibiu o pastor de manter qualquer tipo de contato com outros investigados no processo. Márcio Poncio também foi impedido de utilizar redes sociais durante o período de cumprimento da pena.
A determinação judicial inclui a entrega de passaportes e a suspensão de eventuais documentos de porte de arma de fogo registrados em nome do pastor. O ministro ainda estabeleceu o sequestro de bens de até 22 milhões de reais para resguardar o caso.
Márcio Poncio foi detido no dia 2 de julho de 2026 durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema de pagamentos realizados pela chamada “Máfia do Cigarro” e por integrantes do jogo do bicho para agentes públicos no Rio de Janeiro.
Outros nomes, como o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho e o ex-deputado Rodrigo Bacellar, também foram alvos de mandados de prisão na mesma fase da operação. O pastor foi localizado inicialmente pela polícia em um imóvel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense.

















