O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação nesta quinta-feira, 9 de julho, que resultou na prisão de Caroline Soares Barros e do presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho. A ação investiga um esquema de desvio de verbas públicas que ultrapassa R$ 86 milhões.
Conhecida pelos investigadores como a “mulher da mala”, Caroline Soares Barros foi detida após ser flagrada transportando grandes quantias em espécie. A suspeita realizou 13 saques entre maio de 2025 e janeiro de 2026, totalizando mais de R$ 3 milhões, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos.
Esquema de corrupção e desdobramentos
As investigações apontam que Caroline Soares Barros presidia uma entidade privada que recebia repasses de empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole. Simultaneamente, ela ocupava um cargo na autarquia, onde atuava na fiscalização dos mesmos contratos sob suspeita.
O presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, também conhecido como Didê, foi preso durante a mesma ofensiva do Ministério Público. Ao todo, a operação cumpriu 6 mandados de prisão e 9 mandados de busca e apreensão em cidades como Teresópolis, Rio de Janeiro e São Gonçalo.
O inquérito revelou que o grupo é investigado por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. O caso teve um ponto de partida em janeiro deste ano, quando a suspeita foi flagrada ao sair de uma agência bancária em Teresópolis com R$ 500 mil em espécie.

















