Ex-PM condenado por milícia é alvo da Operação Unha e Carne no Rio

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O ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, foi alvo de mandados de busca e apreensão na 6ª fase da Operação Unha e Carne, realizada nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, no Rio de Janeiro. Ele, que já foi condenado por chefiar uma milícia, é investigado por um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com participação de agentes políticos.

A ação da Polícia Federal (PF) apura a ligação de agentes públicos com organizações criminosas que atuam na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Uma complexa rede de postos de combustíveis é suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro, contando com a suposta anuência de políticos locais.

Passado Criminal e Conexões Políticas

Juracy Alves Prudêncio foi expulso da Polícia Militar em 2011, após ser identificado como líder da milícia conhecida como Bonde do Jura. Posteriormente, ele foi condenado a 26 anos de prisão pelos crimes de homicídio e associação criminosa.

Apesar de sua condenação, Jura chegou a trabalhar na Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, enquanto cumpria pena em regime semiaberto. Ele também participou ativamente de campanhas eleitorais de políticos influentes na região.

Entre as figuras públicas que tiveram o apoio do ex-PM em suas campanhas estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, e Daniela Carneiro. As investigações buscam esclarecer a extensão dessas conexões políticas com as atividades criminosas.

Além de Jura, a 6ª fase da Operação Unha e Carne teve como alvos o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o delegado Marcus Amim, que já foi secretário estadual de Polícia Civil. A PF busca desarticular a estrutura criminosa e os elos com o poder público.

Citação na CPI das Milícias

O nome de Juracy Alves Prudêncio já era conhecido das autoridades desde 2008, quando foi citado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento o apontava como um dos principais líderes de uma organização paramilitar.

Na época, a milícia chefiada por Jura atuava em diversos bairros da cidade de Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense. A nova fase da operação reforça a persistência e a abrangência da atuação desses grupos criminosos no estado.

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