O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmou em 5 de julho de 2026 o extravasamento de chorume bruto no aterro sanitário de Seropédica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Este local, que recebe a maior parte do lixo da capital fluminense, mobilizou o órgão estadual para ações emergenciais e investigação de impactos. Moradores da região foram orientados a não utilizar a água de poços e córregos locais.
A confirmação do vazamento ocorreu após denúncias de moradores, que relataram a presença de caminhões-tanque e água escura em um córrego próximo ao aterro. O Inea detalhou que o chorume bruto escoou superficialmente em direção ao cinturão verde de contenção e a um corpo hídrico nas proximidades do empreendimento.
Como resposta imediata, o instituto determinou uma série de medidas emergenciais para controlar a situação. Entre as ações estão a contenção do vazamento, a remoção do chorume extravasado e a abertura de uma cava para drenagem do efluente.
Adicionalmente, foi realizada a sucção do chorume por caminhões a vácuo e a remoção da camada superficial de solo contaminada, que será destinada adequadamente dentro do próprio aterro. O esvaziamento da lagoa de chorume, apontada como origem do extravasamento, também foi ordenado.
Equipes técnicas do Inea coletaram amostras de água na área afetada para análise e mensuração dos potenciais impactos ambientais. As causas exatas do incidente estão sob investigação, buscando identificar as responsabilidades e prevenir futuras ocorrências.
Empresas Envolvidas e Esclarecimentos
A empresa Regenera Rio, responsável pela gestão do aterro sanitário de Seropédica, manifestou-se por meio de nota oficial. A companhia afirmou ter identificado e controlado uma ocorrência pontual oriunda de uma estrutura do aterro.
Segundo a Regenera Rio, a situação foi prontamente gerenciada, e todas as providências necessárias foram adotadas, seguindo os protocolos ambientais e operacionais. A empresa declarou estar à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb), que destina a maior parte do lixo da capital para o aterro, também se posicionou. A instituição solicitou esclarecimentos à Regenera Rio logo após tomar conhecimento do vazamento.

















