A marquise de ferro fundido do Theatro Municipal, localizada na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, apresenta sinais visíveis de deterioração. Especialistas alertam para o risco de desabamento da estrutura histórica, que exibe fissuras e danos no concreto.
O restaurador Marconi Andrade, fundador do Grupo S.O.S. Patrimônio e ex-conselheiro municipal de Patrimônio Cultural, denunciou o estado de abandono do local em vídeo. A estrutura, situada em frente ao busto de Heitor Villa Lobos, encontra-se comprometida por infiltrações e pelo desgaste do material original, importado da França.
Riscos à integridade física e ao patrimônio
O especialista descreve a situação como crítica, chegando a cogitar a interdição da área pela Defesa Civil. Segundo Marconi Andrade, a queda de peças de ferro fundido sobre pedestres poderia resultar em consequências fatais para quem circula pela Cinelândia.
Além do risco humano, o restaurador ressalta a perda histórica irreparável caso o dano se concretize. O descuido com a manutenção de elementos artísticos originais é apontado como um descaso com o legado arquitetônico da cidade.
Condições estruturais e falta de resposta
A percepção de perigo é acentuada durante períodos de chuva, quando a água escorre pela marquise e agrava o desprendimento do revestimento. O Theatro Municipal, inaugurado em 1909, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Apesar da alta circulação de turistas e frequentadores no local, a gestão do equipamento cultural não se manifestou sobre as denúncias até o fechamento desta reportagem. O Diário do Rio buscou o posicionamento oficial da direção, mas não obteve retorno.
Contexto e histórico do edifício
O Theatro Municipal é um dos principais equipamentos culturais do país e integra roteiros turísticos essenciais da capital fluminense. Em 2026, a instituição completa 117 anos de fundação, mantendo sua relevância arquitetônica protegida pelo tombamento federal.

















