Um grupo de criminosos armados com fuzis realizou um assalto na Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, sentido Centro, durante a tarde desta quarta-feira (12). O crime, registrado por um motorista de aplicativo que passava pelo local, paralisou o trânsito e gerou pânico entre os condutores que trafegavam na via expressa.
As imagens mostram homens encapuzados abordando um veículo próximo à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por volta das 15h15. Após renderem o ocupante, os suspeitos roubaram o carro e fugiram rapidamente do local, deixando a vítima a pé no meio da via.
Relato de testemunha sobre o arrastão
O DJ e motorista de aplicativo Felipe Souza presenciou a ação de perto e registrou o momento. Segundo o depoimento de Felipe Souza, o trânsito interrompido o impediu de recuar, forçando-o a abandonar o próprio veículo e correr para se proteger de um possível confronto armado.
A preocupação do motorista era ficar no meio de um embate caso as forças de segurança chegassem ao local naquele momento. Ele afirmou que uma viatura da Polícia Militar surgiu cerca de dois minutos após a fuga dos criminosos, mas não houve confronto ou registro de feridos durante a ação dos assaltantes.
Posicionamento das autoridades
A Polícia Militar informou que mantém o policiamento em regiões consideradas estratégicas, com o emprego de efetivo de acordo com o mapeamento criminal da área. A instituição não especificou, contudo, se foi acionada formalmente para atender à ocorrência no momento do roubo.
Por outro lado, a Polícia Civil declarou que, até o momento, não foram encontrados registros do roubo nas delegacias locais. A falta de um boletim de ocorrência oficial dificulta o início das investigações sobre a autoria do crime ocorrido na Avenida Brasil.
Contexto e segurança na região
O caso reforça a insegurança enfrentada por quem utiliza a Avenida Brasil diariamente, um dos principais eixos de circulação do Rio de Janeiro. O histórico de abordagens violentas na via, frequentemente associado ao uso de armamento pesado por parte de criminosos, mantém motoristas e usuários de transporte em estado de alerta constante.
A dinâmica do crime, com o uso de fuzis e o fechamento da pista para a abordagem de veículos, é uma prática recorrente que desafia o policiamento ostensivo. As autoridades seguem monitorando as regiões de maior incidência para tentar inibir novas ações criminosas que afetam diretamente o fluxo de veículos e a integridade física dos cidadãos.

















