Um veículo da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) foi atingido por um artefato explosivo na noite da última quinta-feira, dia 23 de julho de 2026. O ataque ocorreu na Praça Serzedelo Corrêa, localizada em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, enquanto o carro oficial estava estacionado.
A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que os responsáveis pelo atentado já foram identificados. A identificação foi possível graças ao uso das câmeras do Civitas, o sistema municipal de inteligência, vigilância e monitoramento.
Investigação e monitoramento
As imagens capturadas pelo sistema de monitoramento foram encaminhadas às forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro. O material mostra o momento do flagrante e os rostos dos envolvidos na ação criminosa.
As identidades dos suspeitos permanecem sob sigilo. A medida visa garantir a integridade da apuração e evitar prejuízos ao andamento das investigações policiais.
Relação com o Programa Tolerância Zero
O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou categoricamente que o ataque ao veículo da Seop representa uma represália direta às ações de fiscalização. O prefeito classificou o episódio como uma reação de grupos criminosos que atuam na orla carioca contra o Programa Tolerância Zero.
Iniciada em 16 de julho de 2026, a força-tarefa é uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Rio. O objetivo do programa é recuperar espaços públicos na orla que vinham sendo ocupados por mais de 1.000 pontos de venda ilegal de produtos.
Impacto da atuação municipal
Segundo o gestor municipal, esses pontos de comercialização operavam com cobranças indevidas de aluguéis e taxas impostas pelo crime organizado. O controle da região incluía a gestão de depósitos clandestinos e a exploração de trabalhadores informais na orla.
O Programa Tolerância Zero atua no Leme, em Copacabana, em Ipanema e no Leblon. A estratégia busca combater milícias e grupos organizados que controlam a exploração do solo público nessas áreas nobres da cidade.

















