Um mototaxista de aplicativo, identificado como Eduardo, foi vítima de um assalto na última terça-feira (14), na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., em Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime, registrado por uma câmera fixada em seu capacete, ocorreu pouco depois de o profissional pegar um passageiro no Shopping Nova América, em Del Castilho.
Durante a abordagem, os criminosos exigiram a parada da motocicleta e ameaçaram disparar contra a vítima. Sem oferecer resistência, Eduardo e o passageiro entregaram seus pertences antes de os assaltantes fugirem com o veículo. O motociclista buscou auxílio com terceiros logo após o roubo, conseguindo embarcar em um ônibus para se deslocar até a estação de metrô de Coelho Neto.
Reincidência criminal e rotina de trabalho
Este episódio marca a 5ª vez que o profissional é alvo de criminosos em um período de cerca de 2 anos atuando como mototaxista. O caso anterior de maior relevância, também registrado pela câmera acoplada ao seu equipamento, ocorreu em março deste ano, na Rua Clara Nunes, em Madureira.
A motocicleta utilizada por Eduardo foi localizada abandonada horas após o crime, conforme relato da própria vítima. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que não houve acionamento formal para o atendimento desta ocorrência específica.
Registros de segurança e desdobramentos
A prática de registrar a rotina de trabalho por meio de câmeras tornou-se comum para Eduardo, que compartilha os vídeos em suas redes sociais. O material coletado nestes dispositivos tem servido como prova documental da violência enfrentada frequentemente pelos trabalhadores que utilizam motocicletas na região.
A frequência dos assaltos na região da Zona Norte mantém o cenário de insegurança para profissionais que dependem do transporte de passageiros. Embora o veículo tenha sido recuperado, o impacto psicológico e financeiro das constantes abordagens criminosas permanece como uma preocupação central para a categoria.

















