PF investiga uso de carro e jatinho por grupo ligado a Rodrigo Bacellar

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A Polícia Federal aponta que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, teria sido beneficiário de vantagens oferecidas por um grupo empresarial vinculado ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. A investigação, que integra a 5ª fase da Operação Unha e Carne, busca esclarecer os vínculos entre o político e o esquema criminoso.

Evidências de benefícios materiais

O principal indício citado pelos investigadores é uma caminhonete Mercedes-Benz modelo GLE 400 blindada, apreendida em dezembro do ano passado na residência de Rodrigo Bacellar, localizada em Teresópolis. Embora o caseiro do imóvel tenha afirmado que o veículo pertencia à casa, a consulta aos registros do Detran revelou que o automóvel está em nome da empresa Race Car Automóveis Ltda.

A firma está associada a Igor Alexandre Pelaes Rodrigues, filho do empresário Marcos Alexandre Barros Rodrigues. Segundo a Polícia Federal, Marcos Alexandre é apontado como peça-chave no controle de seis empresas utilizadas pelo grupo de Adilsinho para a movimentação de recursos e o financiamento de agentes públicos.

Uso de transporte aéreo e contratos

Além do veículo, a apuração foca no uso de um jatinho particular pertencente à empresa GPC Soluções em Saúde pela esposa de Rodrigo Bacellar. A companhia possui contratos com a Fundação Saúde que totalizam R$ 60,3 milhões, o que levanta suspeitas sobre a natureza da relação entre os envolvidos.

Os investigadores apontam que, sete dias após o início da Operação Unha e Carne, houve uma alteração na composição societária da Race Car Automóveis Ltda. Para a autoridade policial, a mudança visou ocultar o vínculo entre o veículo e os investigados pelo esquema criminoso.

Posicionamento das defesas

A defesa de Rodrigo Bacellar declarou que ele não possui qualquer vinculação com os fatos citados no relatório da Polícia Federal. Em contrapartida, a defesa de Adilson Oliveira Coutinho Filho negou categoricamente que tenha havido qualquer pagamento ou repasse de valores a agentes políticos ou públicos.

Histórico da investigação

O caso está inserido em uma apuração mais ampla sobre corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento de agentes públicos no Rio de Janeiro. O inquérito busca desarticular a organização criminosa liderada por Adilsinho, que supostamente utilizava empresas de fachada para garantir vantagens a autoridades do estado ao longo de um período prolongado de atividades ilícitas.

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