Polícia Civil do RJ faz Operação Rastreio contra Receptação de Celulares em 10 Estados

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, a Operação Rastreio em dez estados brasileiros. A ação combate um esquema nacional de receptação de celulares roubados e furtados, com foco na rede que distribuía aparelhos do RJ para outras regiões do país. Até o momento, oito pessoas foram presas e 41 mandados de busca e apreensão são cumpridos.

A Operação Rastreio é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e conta com o apoio da Receita Federal. Além do Rio de Janeiro, policiais civis de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Pernambuco participam da ação.

As investigações apontaram que os criminosos utilizavam serviços de envio de encomendas para transportar os aparelhos roubados e furtados. Com o auxílio da Receita Federal, 30 encomendas contendo 65 celulares usados foram interceptadas pelos policiais.

Uma perícia posterior constatou que a maioria dos aparelhos possuía restrições junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Muitos tinham os IMEIs bloqueados ou já constavam em registros de ocorrência por roubo ou furto.

Modus Operandi da Quadrilha

O modo de atuação da quadrilha incluía o envio de pequenos lotes de celulares, o que dificultava o rastreamento e reduzia o risco de detecção. O delegado Victor Tuttman afirmou que as remessas eram ordinárias e não havia envolvimento direto de funcionários dos Correios.

O delegado também destacou que o alto valor dos celulares alimenta a prática criminosa de roubos e furtos. O objetivo da operação desta quinta-feira é reunir mais informações sobre o funcionamento da organização, identificando todos os envolvidos na cadeia de receptação.

Outras Ações de Combate ao Crime

Em outra frente, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) realizou uma operação em São Gonçalo contra um esquema de receptação de veículos roubados e comercialização de placas clonadas. Um homem, considerado o principal investigado, foi preso na ação.

As investigações revelaram que o suspeito utilizava um perfil em rede social para anunciar as placas remarcadas e exibir conexões com o Comando Vermelho. Ele mantinha ligações com quadrilhas de roubos de veículos que atuam nas comunidades do Jardim Catarina, Jardim Miriambi e Salgueiro.

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) também conduziu uma operação contra uma milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Três homens foram presos, incluindo um apontado como o chefe do grupo, e foram apreendidos um fuzil, uma pistola e um veículo clonado.

Segundo as investigações, parte significativa da estrutura financeira da milícia operava através de empresas ligadas ao setor de internet. Estas companhias eram usadas para viabilizar a circulação e lavagem de capitais vinculados à organização criminosa.

Na quarta-feira, 1º de julho, policiais da 5ª DP (Mem de Sá) desarticularam um bunker do tráfico de drogas na Lapa, no Centro do Rio. O local era usado para armazenar entorpecentes e abastecer um ponto de venda na região.

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